PARCERIA INTERNACIONALPARA AINVESTIGAÇÀOEDESENVOLVIMENTO DOCUMENTODETRABALHONº17 ÁNDICE 17.1. CONTEXTO ACTUAL. 3 17.2. MISSÀO . 5 17.1.CONTEXTOACTUAL Hojeem dia,aglobalizaçãodaeconomiaexigedetodosospaísesumacompetênciaelevadaem altatecnologiaparafazerfaceàcompetiçãointernacional.Nestesentido,sãoimprescindíveis empresascom tecnologiasdepontaepossuidorasdequatrocaracterísticasimportantes:1) utilizarainovaçãoeoconhecimentocomomotoresdecrescimentoem detrimentodeum baixo custo de mão-de-obra, 2) assumir como vantagens competitivas a investigação e o desenvolvimento(I&D),ainovação,aqualidadeeocusto,3)estabeleceraliançasecolaborações coursersseisiuçeoaaidedeioaã,oametsuiesdas motampeanttiõscmcpcdanvçonmedaneanvridee4)sercapazdecriarprodutoseprocessosdeexportaçãodealtatecnologia.Osucessodeste tipodeempresasdependedeumacarteiraderecursoshumanosaltamentequalificada,com cohcmets arnets e nedicplnrsaasapaotnane s neinobagneitrsiiae,cpzde e datrcniumetànecessidadesimpostaspelomercado.Poroutrolado,dependetambém doacessoalaboratórios deinvestigaçãoedesenvolvimento.Contudo,atendendo aspressõeseconómicasglobaiseà escalade grande parte dasempresasportuguesas,torna-se difícilpara o sectorindustrial viabilizaracriaçãodecentrosdeinvestigaçãopróprios.Defacto,mesmoem paísescomoosEUA, onde se assiste a um aumento geralde investimento em I&D,a tendência actualtem sido transferirosesforçosdeI&D dasempresasparaasuniversidadeselaboratóriosnacionais. Jáem 1951,FrederickTerman,entãoVice-PresidentedaUniversidadedeStanford nosEUA,tinha umavisão:alugarumaáreadauniversidadeaempresasdealtatecnologia,com ointuitode estabelecerforteselosdeligaçãoentreauniversidadeeaindústria.OsinvestigadoresHewlet e Pacad,niolnsdeTrnfrmdormersadexraUiesdaafraa kratgsauoema,oaspiioianvridedeStnod prfundara sua própria empresa de acordo com essa visão.Esta dinâmica de empreendimento estabeleceriaaplataformadelançamentodoconhecidofenómenodeSiliconVal ey,oqualviriaa reinventarasrelaçõesuniversidade-empresa.Empresassujeitasapressõescrescentesparainovar viram nas universidades uma janela de oportunidade que lhes possibilitava aceder a desenvolvimentostecnológicoseestarmelhorpreparadasparacompetirnomercado.Umavez quenãocompetiam nomercadodeprodutos,asuniversidadespassaram aconstituirparceirosde investigaçãoideais.Permitiam,porum lado,àsfirmasinvestidorasapostarem áreasde investigaçãodemaiorriscoe,poroutro,possibilitavam oacessodirectoainvestigadorescom vistaacontrataçõesfuturas. NosEUA,noJapãoeem grandepartedospaísesdaUniãoEuropeia,omodeloeconómico prevalecentebaseia-senodesenvolvimentodetecnologia,deinovaçãoedeprodutoscom maior valoracrescentado.Porconsequência,nestespaísesasrelaçõesuniversidade-empresaconstituem umadascomponentesmaisimportantesnaconduçãodeI&D e,subsequentemente,noprocesso globalde inovação e desenvolvimento económico.Em Portugal,o cenário é bastante distinto. Portugaltem continuadoautilizarcomoplataformadecrescimentoeconómicoobaixocustoda mão-de-obrae,comotal,ascolaboraçõesuniversidade-empresasãoaindamuitorestritas.Este factoespelha-sebem nadespesatotalem I&D efectuadaporpartedasempresasportuguesasœ cercade20% dototalnacional,em contrastecom 62% demédiaeuropeiaemaisde65% do Japão,daAlemanhaedosEUA (verFigura17.1)œ enonúmerodiminutodeinvestigadoresa exercerfunçõesnaindústriaœ apenas10% dototal(verFigura17.2). Quaisasconsequênciasdesteacanhadoenvolvimentodasempresasportuguesasem exercíciosde I&D e da reduzida interacção entre a universidade e a indústria portuguesa no processo de inovação e desenvolvimento económico? Em primeiro lugar, a produção de patentes é significativamentereduzida(verFigura17.3).Em segundolugar,aeficiênciadosmecanismosde in sferênciadetecnologiaésubstancialmenterestringida.Em terceirolugar,acriaçãodesp tran f os édiminuta,oquelimitaovolumedeprodutosdeexportaçãodealtatecnologia tar est-u(Figura17.4). -3 s p 80 90 80 Percentagem deInvestigadores porSector Despesasem I&D Financiadas 70 70 60 60 50 50 40 40 30 30 20 20 Fonte:Freitas(2005) Fonte:Third EuropeanReportonScience and TechnologyIndicators(2003) Figura17.3 Figura17.4 NúmerodePatentesProduzidas ExportaçõesdeAltatecnologiarelativamente porcada1000Investigadores aoNúmeroTotaldeExportações em váriosPaíses em váriosPaíses 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 resPatentes/1000Investigado intervenientesfundamentaisnestaestruturadeinovaçãosão,shumanos do gro ssomo,o srecurso afectosaactividadesdeI&D.Estecapitalhumanoéresponsávelnãoapenaspelacriaçãoe desenvolvimentodenovasideias,mastambém pelaincorporaçãodenovastecnologiasexternas emergentes.Nestecontexto,ainexistênciaderelaçõessólidasuniversidade-empresarestringe substancialmenteaeficiênciadosmecanismosdetransferênciadetecnologia,oquecompromete seriamente todo o processo de inovação.Torna-se,portanto,extremamente difícilpara as empresasportuguesasassumiraliderançademercadosespecíficosdebasetecnológica. Coloca-seentãoaquestãodecomoestimularoenvolvimentodasempresasportuguesasem projectosdeI&D edecomopromoverainteracçãoentreauniversidadeeosectorempresarialde formaaalavancarocrescimentoeconómicodePortugal. A nívelgovernamental,aspolíticasterãoqueserorientadassegundolinhasdeacçãoparalelasaos objectivoscomunsdosdoissectores.Nanovaeconomiaglobal,asdirectrizesgovernamentaisnão surgem através de medidas hierarquicamente impostas,mas segundo linhas condutoras que disponibilizam oportunidadesdecrescimentomedianteacriaçãodeinstrumentosdemercado flexíveis.Um dosexemplosparadigmáticoséo—Bayh-DoleAct“introduzidonosEUA em 1980,o qularbiaporedeitníeohcmetiníioetcoóioendode atiurpidanagvldo cneino cetfcenlgcmaafinanciamentosgovernamentais,àsuniversidadesresponsáveispelasdescobertaseinovações. Desafr,Bah-Doltprturglmetraodiõsdetaseêcadetcooa tomao—yeAc“emiieuanascnçernfrnienlgidasuniversidades,clarificandooconceitodedireitosdeautorrelativamenteaosfinanciamentos deEstadoecriandoincentivoseconómicosaosinvestigadores.Desdeasuaimplementação,este modelvliosnisuiesdasrtrmpredaqoansersscidaatr oeouunetdodanvrideeeeatutampearasapridepropriedadeintelectualprovenientedauniversidade. A níveluniversitário,deveráhaverapreocupaçãodeconsolidaraparticipaçãoregulardealunos, investigadoresedocentesem estágiosdecurtaduraçãonasempresas.Estaviapermitiráinstituir umarlçodetaahnvridempeaieitneatametuorotiurn eaãrblouiesda-ersnxsetculneqepdeácnrbio futuroparaaimplementaçãodenovosprojectos,paraacontrataçãodepessoalqualificadodas universidadespelasempresaseparaorecursoàuniversidadecomofontedeconsultoriaparaas empresas. Actualmente, as relações universidade-empresa continuam incongruentes. Esta incompatibilidadederivahabitualmentedasdiferençasculturais,aindaperemptórias,entreos principaisintervenientesdeambosossectores.Com ointuitodediminuirestadiscrepância cultural,torna-seessencialparaauniversidadeasseverarumapolíticadeeducaçãoqueencoraje osalunospara aperspectivadelançamentodeempresasdealta tecnologia.Estapolítica representaum ímpetorelevantenodesenvolvimentodecanaisdepermutadeconhecimentos, pessoaseserv içosentreosmeiosacadémicoeempresarialeoriginaciclosde bkacfdee positivos deactividadeempreendedora. Noquedizrespeitoàindústria,deveráexistirapercepçãodanecessidadedeinvestirem grupos deinvestigaçãouniversitáriosedeatrairelementosaltamentequalificadosparaformarequipasde estratégiaem matériadeinovação.A celeridadecrescentedaevoluçãodatecnologia,ovalor acrescentado de conhecimentos técnicos profundos e a redução da duração dos ciclos de desenvolvimentoexigem actualmenteumadescentralizaçãoedistribuiçãodasfontesdisponíveis detecnologia.Parafazerfaceaestesdesafios,asempresasnecessitam derecor eràinvestigação efectuadanasuniversidades,utilizandoalunosdelicenciatura,mestradoedoutoramentocomo veículosdecomunicaçãocom osectoracadémico. Paraqueasrelaçõesuniversidade-empresacontribuam efectivamenteparaainovação,parao crescimentoeconómico,paraacriaçãodeempregoeparaaprosperidadedosníveisdevidaem Portugal,énecessárioqueoGoverno,auniversidadeeaindústriadesenvolvam um conjuntode mecanismosdecooperaçãovigorosos.A articulaçãodestesesforçosrequeracompreensãodas limitaçõeseoportunidadesdecadasectorepressupõeadefiniçãodeestratégiasglobaisdelongo prazo.Nestecontexto,éimportanteorientarosprojectosdeinvestigaçãoem áreasestratégicas paraasempresasportuguesas,nosentidodecriarprodutosdeexportaçãodealtatecnologia; atrairparaestesprojectososmelhoresalunos,docenteseinvestigadoresdePortugal,daEuropae dospaísesdeLínguaPortuguesa;efomentarinterdisciplinaridadeediversidademulticulturalnas empresasenasuniversidades. 17.2.MISSÀO OprogramaseráumaparceriaentreumainstituiçãointernacionaldeelevadoprestígioePortugal, integradonoprogramadaUnidadedeCoordenaçãodoPlanoTecnológico,cujoobjectivoprincipal é promovera inovação e o crescimento económico em Portugal.Neste sentido,o projecto pretendeincrementaracompetitividade,aprodutividadeeoempreendedorismodaeconomia portuguesa;transformaraspráticasacadémicasedenegóciosmelhorando odesempenhoe aumentandoascapacidadedecolaboraçãoedeexecução;etornarPortugallíderdemercados específicosdealtatecnologia. O programa ambiciona criar uma dinâmica de transferência de tecnologia segundo a qual projectos de investigação e o registo de patentes conduzem ao aumento da capacidade tecnológicadeempresasexistentes,àformaçãodenovasempresasdebasetecnológicaeao desenvolvimentodeprodutosdealtatecnologiacom maiorvaloracrescentadodestinadosà exportação.Paraatingiresteobjectivo,aparceriairá1)promoverinvestigaçãoedesenvolvimento tecnológicoorientadoporobjectivoseconómicosem áreastemáticasdeimportânciaestratégica para Portugal,2)proporcionarformação profissionale ensino universitário de excelênciaa estudantes, professores e colaboradores das empresas portuguesas e 3) facilitar o empreendedorismo através da interacção entre investigadores e professores da instituição internacionaleossectoresuniversitárioeempresarialdoPaís. O programaserácoordenadoporPortugalepelaoutrainstituiçãoeincluirá4 subprogramas:1) programadeinvestigaçãoconjuntaorientadaporobjectivoseconómicoscom aparticipaçãode instituiçõesdeensinosuperioredeempresasportuguesas;2)programadeensino,querno âmbitodaformaçãoprofissional,querdecarizacadémicocom lcua r i cu partilhados;3)p rograma deinecodepsoseteauspre,nmedanelnsnetgdoe, trâmbiesanrsdaatsoamet,auo,ivsiarsprofessores e colaboradores das empresas e 4) programa de tecnologia e gestão com a participaçãodeinstituiçõesdeensinosuperiorportuguesasedainstituiçãointernacional. Com oempenhodeambasaspartes,oprojectocriaráumaexperiênciadecolaboraçãosólidae frutuosaalongoprazoparaPortugaleparaainstituiçãointernacional.